Feliz Dia do Professor!

Olá…  Gente!Dia do Professor 2

 

Em educação, fala-se muito!

Fala-se de avaliação e nunca sabemos o quanto o trabalho dedicado do professor impacta a vida e os sonhos de uma criança ou jovem;

Fala-se de planejamento e nunca sabemos direito como o professor consegue forças para trabalhar nas adversidades com alegria;

Fala-se de currículo e não sabemos direito de onde vem tanta inspiração e persistência ao trabalho do professor;

Fala-se de aprendizagem e pouco se sabe dos desafios diários e da coragem do professor;

Fala- se de pedagogia e jamais saberemos como surge o amor à profissão de professor;

Fala-se do professor por muitos profissionais que até esquecem que em algum momento da vida dependeram do trabalho paciente do professor.

Falo de professor para professores, de coração para corações.

Parabéns!   Feliz Dia do Professor!

Postado por Michel Assali

Lidando com pessoas difíceis

Pessoas difíceis

Olá, gente…

Todo e qualquer ambiente de trabalho, conta com a diversidade de pessoas e (graças a Deus) cada uma com sua personalidade, o que garante nossa aprendizagem sobre os relacionamentos pessoais e interpessoais.

Os agrupamentos permitem que desenvolvamos flexibilidade social para lidarmos as pessoas, aprimorando nossos contatos e melhorando nossa convivência social.

Porém, como nem todas as pessoas são como queremos, cedemos um pouco aqui, toleramos ali, e assim vamos construímos nossas relações familiares, matrimoniais, escolares e profissionais.

Mas, por vezes encontramos pessoas muito difíceis de lidar. O que fazer nesses casos?

Bem, não existem fórmulas específicas para essa questão. Alguns autores escrevem sobre o tema, possibilitando reflexões interessantes que possam contribuir com o desenvolvimento das relações sociais.

Com a proposta de oferecer ferramentas que identificam e amenizam atitudes inflexíveis, o livro Como Lidar com Pessoas Difíceis, de Christina Osborne

da série Sucesso Profissional, da Publifolha, indica ao leitor estratégias de abordagens que viabilizam o relacionamento e incentivam a produtividade entre equipe, resolvendo situações conflitantes.

 

Leia abaixo trecho do livro (p.72) que apresenta os motivos que tornam as pessoas difíceis.

“PARA ENFRENTAR PESSOAS DIFÍCEIS

É fundamental permanecer calmo, ouvir com atenção e ser positivo. Seja empático com as pessoas difíceis. Talvez estejam sentindo raiva delas mesmas, não de você. Pense nas palavras que vai usar. Pense numa proporção de 80 para 20, na qual você fala só 20% do tempo.

Descreva a situação como a vê e pergunte a elas se conseguem notar o problema. Em caso negativo, então você não será capaz de mudar até fazê-las ver que existe um problema. Quando chegarem a um consenso, passe às ações combinadas para corrigir ou mudar a situação.

 

PARA SE MANTER SEGURO

O confronto pode provocar uma linguagem emocionada ou mesmo a agressão física de uma pessoa difícil. Também causa reação agressiva ou pouco característica em você. Pense em como você provavelmente reagiria se a pressão aumentasse e preveja o que fará. Atente para a política disciplinar de sua empresa e saiba desempenhar o papel de

representante dela. Mantenha-se imparcial e escute.

Às vezes, escutar é suficiente para ajudar a pessoa a acalmar e começar a pensar com clareza. Se você não entendeu tudo, faça perguntas em tom não ameaçador. Cuidado para que sua linguagem corporal e sua voz não despertem mais agressão.

 

COMO CONVENCER AS PESSOAS A AGIR

Ao enfrentar pessoas difíceis, você está lhes dando um retorno que talvez não queiram escutar. Se não quiserem mudar, colocarão problemas e barreiras como desculpas para evitar a mudança. Ouça os problemas e planeje como serão superados no futuro. Mantenha o questionamento até possuir um plano de ação claro. Focalize suas perguntas para chegar as ações que combinam entre si, de modo a convencer as pessoas a agir.”

 

Tem mais alguma contribuição? Encaminhe para compartilhar.

 

Postado por Michel Assali

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A formação da competência profissonal

Olá, gente…pen ando coffe 1

Em palestras que realizo sobre a formação profissional da docência e gestão educacional, procuro chamar a atenção sobre três fatores que considero essenciais na construção da competência profissional.

O primeiro fator, essencial para qualquer profissão, é a formação acadêmica, ou seja, a competência obtida no interior das escolas e da universidade. A graduação é o primeiro caminho que nos coloca à frente do problema. Aulas presenciais, controle da frequência, avaliação por meio de provas, etc., o conhecimento da ciência e do curso de nosso interesse profissional.

Porém, há que se compreender que a formação acadêmica é apenas uma parte pequena da nossa aprendizagem profissional, com extensos programas muito mais teóricos que práticos, portanto insuficientes para formar a competência profissional.

Isso nos leva ao segundo fator essencial: o trabalho profissional na área de interesse. É no trabalho que colocamos nossa teoria verdadeiramente em ação. O trabalho nos ensina a conhecer a grande diversidade humana. É no trabalho que vivenciamos a realidade das diferenças, seja com alunos, professores, chefes, colegas de trabalhos, pais, políticas educacionais, metodologias, etc. Também é no trabalho que aprendemos a nos conhecer melhor e a aprender a planejar e construir os espaços dos relacionamentos, convivências e a formação da competência profissional.

Todavia, o mundo evolui e sua formação acadêmica após um curto intervalo de tempo já não consegue explicar e se adequar às novas tendências da sociedade. O trabalho pode cair numa rotina que envelhece, ficando cada vez mais obsoleta, com forte tendência a ser “tradicional”.

Nesse momento, é preciso considerar o terceiro fator da formação competente: a atualização de conhecimentos profissionais. Não é mais possível ficar no conforto do diploma da graduação. É preciso se envolver com novos cursos, conhecer tendências, metodologias, teorias, etc. É tempo de aprender. Cursos de pós-graduação, extensão, especialização, ou curso de longa duração latu-sensu ou estrictu-sensu (mestrado ou doutorado). Mesmo assim, é fundamental ampliar e potencializar nossa visão e audição participando em eventos, congressos, seminários, workshops, etc.

É cada vez mais importante conhecer as políticas públicas locais e regionais para compreendê-las, criticá-las e contribuir nas proposições de alternativas viáveis para as comunidades.

Não é mais possível se abster da utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) para formação da competência de qualquer profissional. A infinidade de cursos oferecidos e distribuídos pela internet na forma de educação à distância (EAD) ou outras modalidades, passam a compor uma teia de conhecimentos e relacionamentos que potencializam cada vez mais a formação competência profissional.

Portanto, a formação da competência profissional é algo que te pertence e de sua exclusiva responsabilidade e não da instituição ou organização em que trabalha. Caso venham a oferecer, aproveite, pois a carreira é sua.

Você tem algo a contribuir, encaminhe.

Deixe também seus comentários.

Postado por Michel Assali

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Aprendendo a aprender!

Olá, gente…Aprendendo 2

Recentemente fiz um curso de 30h pelo ambiente do site Coursera, totalmente gratuito, em parceria com a Universidade de San Diego, Califórnia, ministrado pela Dra. Bárbara Oakley, cujo tema é “Aprendendo a aprender” (Learning how to learn).

O estúdio de um dos mais bem-sucedidos cursos online do mundo fica no porão de Barbara e Phil Oakley. É lá que eles gravam o “Learning How to Learn” (Aprendendo a aprender), assistido por mais de 1,8 milhão de estudantes em 200 países – tornando-se, assim, o mais visto da plataforma Coursera. Os vídeos dão dicas práticas para aprender assuntos difíceis, além de indicações para acabar com a procrastinação. As aulas misturam neurociência e senso comum.

O curso foi criado pela Dra. Barbara Oakley, professora de engenharia da Universidade de Oakland, em parceria com Dr. Terrence Sejnowski, neurocientista do Salk Institute.

O “Learning How to Learn” é filmado em um estúdio que custou apenas US$ 5 mil. Seus idealizadores descobriram como montá-lo simplesmente buscaram no Google “como montar um estúdio de fundo verde” e “como montar iluminação para um estúdio”. Phil Oakley opera a câmera e o teleprompter. Barbara Oakley faz a maior parte da edição. O curso é gratuito e também oferecido em Português. Caso queira um certificado emitido pela universidade, terá que desembolsar uma taxa de US$ 49 para a emissão do mesmo.

A Dra. Barbara não é a única pessoa a ensinar como usar ferramentas da neurociência para melhorar o aprendizado, mas sua popularidade é reflexo de da habilidade em apresentar o “conteúdo com uma mensagem de esperança”. Muitos de seus alunos têm entre 25 a 44 anos e estão enfrentando mudanças em suas carreiras, procurando novas formas de aprender para conseguir melhores posições.

As aulas são cheias de metáforas – que ela bem sabe que ajudam a explicar ideias complexas. A prática tem como base a teoria da reutilização neural, que diz que as metáforas usam os circuitos neurais que já existem no cérebro, o que ajuda o aluno a entender novos conceitos de forma mais rápida. Barbara diz acreditar que qualquer um pode se treinar para aprender. “Os estudantes podem olhar para a matemática, por exemplo, e dizer ‘não consigo entender isso, então eu devo ser muito estúpido’, mas dizem isso porque não sabem como o cérebro funciona”, disse ao The New York Times.

Visite o site Coursera , acesse o curso “Aprendendo a aprender” ou “Learning how to learn” e conheça a proposta.

Eu fiz, gostei muito e recomendo. Valeu demais pelas técnicas aplicadas e, principalmente, pela possibilidade da utilização no trabalho docente e pedagógico.

Se tiver comentários, encaminhe para compartilhar.

Postado por Michel Assali

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Certas razões pelas quais as pessoas são omprodutivas no trabalho.

Olá, gente…Distrações no trabalho

Recentemente, o Instituto Gallup, realizou uma pesquisa sobre produtividade nas instituições e anunciou em seus relatórios que apenas 33% dos trabalhadores estão significativamente envolvidos no trabalho. E uma boa parte, que representa 51%, está numa situação de “ativamente desativados”, ou seja, não estão envolvidos. Simplesmente estão lá.

Isso nos leva a evidente percepção que o número de trabalhadores altamente focados é muito baixo com sensíveis impactos na produtividade e no trabalho entregue, fazendo compreender as razões, pelas quais instituições públicas e privadas entregam trabalho ruim ou inadequado.

Veja por exemplo, as reclamações em espaços específicos da internet, onde predominam  empresas de telefonia, eletricidade, cabos, automóveis, entre outras.

Diversas são as razões que as pesquisas apontam com responsáveis por essas e demais  situações de improdutividade, bem como das análises dos especialistas com vistas a alertar as instituições para a superações desses problemas. Destas, cinco razões chamam minha atenção a atenção de forma enfática motivando ao compartilhamento com o leitor, tendo como inspiração o mentor e coach de gestão Michael Hyatt.

Vamos a elas.

  1. Os trabalhadores não são inspirados por seus líderes.

Idealmente, os trabalhadores querem que seus empregos sejam mais do que apenas um salário. Eles querem desempenhar um papel em uma organização que faz uma diferença positiva. Para que eles sejam inspirados, os líderes precisam articular uma visão que eles possam abraçar.

Muitas vezes, isso simplesmente não está acontecendo. De acordo com o instituto Gallup em uma pesquisa americana, apenas 15% dos trabalhadores concordam fortemente que “a liderança de sua organização os torna entusiasmados com o futuro”.

  1. Os trabalhadores não estão recebendo a comunicação que eles precisam.

A inspiração é uma coisa boa, mas também é uma forma de comunicação. E, em muitas situações essa comunicação apresenta carências ou muito ruidosa elevando a desconexão e prejudicando o contexto institucional.

Numa comunicação ruim, a produtividade torna-se ruim, gerando a insatisfação dos envolvidos e piorando o foco no bom trabalho.

  1. Os trabalhadores constantemente sujeitos à distração e divagação.

 

Os atuais ambientes de trabalho vêm se tornando cada vez mais como locais de grande distração e perda do foco em virtude do bombardeio constante de sinais sonoros e vibráteis gerados pelas incessantes notificações dos diferentes dispositivos conectados à internet, sejam na forma de e-mails, mensagens, mídias diversas e etc. Isso sem contar as reuniões para diversas finalidades, que em muitas vezes apresentam resultados aquém do esperado.

Num ambientes assim, a capacidade de trabalhar com foco é muito difícil, exigindo grandes esforços individuais ou coletivos, dificultando a concentração e em especial a criatividade e inovação.

  1. Muitas tarefas atribuídas aos trabalhadores são inadequadas às suas competências.

Um segredo para a produtividade é trabalhar em tarefas onde sua paixão cruza com sua proficiência. Certo!

É inegável que determinadas atividades são mais puxadas em qualquer que seja a atividade.

Mas as instituições não prestam atenção suficiente à paixão e proficiência de seus trabalhadores ao atribuir tarefas. E quando os trabalhadores se concentram em tarefas que consideram uma tortura para a maioria dos seus dias úteis, eles não serão tão engajados ou produtivos quanto  seriam se tivessem envolvidos tarefas mais adequadas.

  1. Os trabalhadores não estão obtendo a flexibilidade que eles desejam.

Demasiados trabalhadores se levantam cedo pela manhã, enfrentam o trânsito ou o transporte até seu trabalho, procuram adequar as horas de almoço para atender compromissos e ainda ficam presos por horas em reuniões e outras coisinhas.

Durante todo o tempo, eles devem estar se perguntando: “Por que eu tenho que estar aqui? O que isso tem a ver com o meu trabalho?”

O lado bom das pesquisas é que, se as empresas e instituições abordarem essas preocupações de forma consistente, poderão pensar em criar políticas de gestão que favoreçam a criação de ambientes de trabalho muito mais produtivos.

Na verdade, Instituto Gallup descobriu que, nas “melhores organizações do mundo”, o envolvimento geral dos funcionários potencialmente pode chegar a 70%, demonstrando que ainda há espaço de desafios da gestão para o aumento da produtividade para além dos 33%.

Essa é a diferença que a liderança efetiva pode fazer.

Tem mais alguma sugestão? Encaminhe para compartilhamento.

Postado por Michel  Assali

 

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Sugestões a fazer com alunos que não prestam atenção à aula

Olá, gente …alunos distraídos

Recentemente, realizei uma palestra numa universidade sobre o tema “gestão da sala de aula” para alunos do último ano do curso de Pedagogia, alguns inclusive já trabalhando como estagiários.

A pergunta que mais ouvi da plateia se referia ao problema da falta de atenção do aluno, o que foi motivo para uma ampla e acalorada discussão.

Sobre essa questão reproduzo abaixo a postagem sobre o assunto no blog que semanalmente escrevo, visando contribuir com o difícil trabalho docente nos dias atuais.

A distração em sala de aula é sem dúvida um dos grandes desafios da docência, motivada por diversos fatores. Desenvolvimento físico e psicossocial, alta produção hormonal, exposição excessiva às mídias e redes sociais, etc., afetam sensivelmente a formação de bons hábitos de estudos e concentração, colocando em risco o processo da aprendizagem.

Lidar com essa situação sem muito preparo tende a conduzir o professor a um desgaste físico e emocional, provocando um estresse precoce da docência com prejuízos à produtividade educacional.

Com o intuito de contribuir para a melhoria do trabalho docente, segue abaixo uma coletânea de atitudes que podem ser realizadas pelo professor visando minimizar esse problema e melhorar o trabalho docente.

O emprego de cada atitude sugerida depende do momento e da carga emocional do professor, levando-se em conta o caráter profissional e os objetivos do trabalho docente.

Vejamos:

1- Acompanhar: Pedir ao aluno repetir apenas o que foi ou acabou de ser dito.

2- Aproximar: Aproxime-se e fique ao lado dele e dirija uma pergunta a outro aluno mais afastado.

3- Expor: Prenda sua atenção, mostrando uma imagem, som, vídeo ou filme.

4- Pensar: Faça uma pausa e pergunte ao aluno se há uma situação problema para resolver dentro daquele conteúdo.

5- Perguntar: Faça uma pergunta desafiadora que leve vários passos para resolver.

6- Agir: Sugira a fazer algo relacionado com o tema.

7- Exemplificar: Estimule a exemplificar algo relacionado ou análogo ao tema tratado.

8- Remover: Tratar e remover a distração. Centralize ou mude o foco.

9- Agrupar: Coloque estudante em grupos para uma atividade.

10- Normatizar: Faça o grupo estabelecer regras ou normas para tempo, convivência e estudos.

11- Controlar: Coloque-o no controle visando fazer cumprir as regras.

12- Deslocar: Atribua funções aos alunos que se deslocam demais.

13- Jogar: Jogue um jogo envolvendo o aluno.

14- Criar: Crie um incentivo para chamar a atenção.

15- Pesquisar: Encaminhe uma pesquisa visando recolher informações.

16- Ensinar: Peça ao aluno ensinar a lição a outro com maior dificuldade.

17- Auxiliar: Peça ao aluno para ajudá-lo em alguma atividade para classe.

18- Ouvir: Instigue o aluno a encontrar uma música relevante e adequada ao tema.

19- Mudar: Mude o aluno de lugar.

20- Reconhecer (sem recompensar): Reconheça e valorize os que prestam atenção.

21- Perguntar: Pergunte por que o aluno não está prestando atenção.

Lembrete:

Alunos envolvidos prestam mais atenção.

Submeta sempre sua aula a uma auto avaliação.

Muitas vezes são os alunos que estão entediados ou a atividade não é lá muito agradável. Reveja o planejamento se for necessário.

Tem outras sugestões? Gostaríamos de aumentar a lista. Se tiver contribuições, encaminhe para compartilhar.

Encaminhe para compartilhar e deixe seus comentários.

Postado por Michel Assali

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10 razões pelas quais os alunos não fazem perguntas durante a aula.

Olá, gente…Questão 2

 

É muito comum que ao final de uma aula, uma explanação ou exposição de um assunto, o professor ou palestrante abra um tempo para perguntas dos alunos ou participantes.

Boas perguntas são tão ou mais importantes que as respostas. Veja que toda e qualquer pesquisa tem início por uma pergunta. É a pergunta que mobiliza a ciência e, consequentemente, leva às descobertas, uma vez que a pergunta revela a necessidade da informação e conhecimento.

 

Boa parte dos educadores alega que o diálogo com a classe na condução para boas perguntas dos alunos contribui sensivelmente para a melhoria da qualidade do que é ensinado, além de instigar e desenvolver a habilidade de questionar.

 

Portanto, se você deseja inflamar a curiosidade, provocar o aluno para fazer perguntas é uma excelente estratégia com resultados comprovados, se conduzida de forma eficiente pelo professor.

 

Então por que é tão difícil fazer com que os alunos façam boas perguntas?

 

Este é um problema que desafia os professores desde o início da educação moderna. Todos tiveram a experiência de abrir um tempo para perguntas em classe e ouvir … silêncio.

E este não é apenas um problema limitado às salas de aula físicas, presenciais, pois ocorre também em situações de salas de aula virtuais, on e off line, onde o comportamento do aluno é praticamente o mesmo.

Como resultado, tem havido uma série de pesquisas e reflexões sobre esse tema, muito pertinente ao enriquecimento do trabalho pedagógico.

 

Segue abaixo, um pequeno resumo com 10 motivos mais comumente citados pelos professores para que o aluno não faça perguntas durante a aula.

 

1- Os alunos não entendem porque fazer perguntas é importante.

2- Os alunos precisam de ajuda para formular boas perguntas.

3- Boas perguntas não vêm à mente dos alunos enquanto estão na aula.

4- O aluno não tem curiosidade sobre o assunto e precisa de inspiração.

5- O aluno está tão perdido, eles não sabem por onde começar.

6- O aluno é um introvertido, ou tímido e evita se envolver naturalmente no diálogo.

7- Medo de fazer uma pergunta estúpida e sofrer bullyng.

8- Medo de parecer ridículo por uma pergunta não inteligente.

9- Medo de que sua pergunta estará “matando o tempo” da aula.

10- Não há tempo suficiente na aula para discutir questões abertas.

 

Tem mais alguma sugestão para darmos continuidade ao post?

Encaminhe para compartilhar.

 

Postado por Michel Assali

 

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10 itens a considerar na elaboração de projetos educacionais e outros.

Olá, gente…Projeto 2

Tenho insistido em diversos momentos que todo professor, pedagogo ou gestor, deva sempre experimentar produzir educação e não apenas consumir educação. Isso vale dizer que é de extrema importância o contato, a pesquisa e o conhecimento de novas concepções e tendências educacionais, de forma a garantir a atualização profissional.

Porém, é preciso sempre ter em mente que a experiência profissional não é construída apenas pelo conteúdo teórico, mas também, pelas práticas cotidianas no enfrentamento dos desafios que a realidade nos impõe. Neste aspecto, é fundamental que se dedique um determinado tempo do trabalho em esforços para produzir educação, ou seja, se envolver em elaborar projetos inovadores que produzam ações de impactos na aprendizagem e resultados diretos na sala de aula.

É neste sentido que a vivência concretiza os ideais de qualificar cada vez mais o papel da educação, da escola e da docência.

Tendo por base essa reflexão, encaminho abaixo,  dez itens com sugestões e cuidados na elaboração de melhores projetos educacionais ou outros.

Confira: 10 itens a considerar na elaboração de um projeto.

1 – Regimento da escola / instituição: É conveniente verificar sempre se o projeto elaborado está de acordo com as normas regimentais do colégio considerando as formas de atribuir notas, as disciplinas envolvidas e o período trimestral de vigência da atividade e calendário escolar.

2 – Amigos críticos: Um feedback honesto, de mão dupla e ajustes contínuos pode em muito ajudar a melhorar os projetos. Submeter o projeto à apreciação de colegas da mesma área, ou até de alunos favorece a integração, a interdisciplinaridade e a participação. Podem surgir excelentes sugestões de encaminhamento, de conteúdo e de outros aspectos de melhoria e sucesso do projeto.

3 –  Evento de lançamento: Pensar e realizar o lançamento do projeto como um evento educacional, se constitui como um ponto de convergência de ideias e promoção do envolvimento dos alunos e professores. As expectativas se elevam e o papel social da escola passa a ter um caráter mais efetivo, numa prévia de lançamento de um projeto. É uma espécie de marketing do projeto.

4 – Lista de conceitos e saberes: É muito interessante evidenciar sempre uma listagem de conceitos e saberes prévios que os alunos devem levar em conta para melhor participar do projeto. Palavras-chave, slogans, frases, etc., conectadas em formato de mapas conceituais facilitam o interesse, a pesquisa e a partilha.

5 – Rubrica: A rubrica é uma ferramenta essencial para manter a transparência aos alunos e pais dos critérios de avaliação para os alunos que serão envolvidos com o projeto. A rubrica deve envolver as expectativas de aprendizagem, definindo critérios claros e bem elaborados, sempre com vistas ao êxito do aluno.

6 – Organização e responsabilidade do grupo: A responsabilidade individual é um componente fundamental para o trabalho coletivo. É preciso que o grupo descreva as responsabilidades de cada integrante, bem como suas funções. E se possível, registrados por escrito, evidenciando a responsabilidade de cada um.

7 – Pesquisa e colaboração: Uma vez que o projeto é lançado, cabe aos alunos trabalhar juntos para descobrir o que seu produto final vai ser e como eles irão adquirir o conhecimento necessário para completá-lo. Professores devem oferecer momentos de apoio, orientação e workshops, contribuindo nas intervenções e correções de rumo e solução de problemas e tomadas de decisão.

8 – Avaliação e adaptação: Ao longo do processo, o acompanhamento do professor é fundamental para atender expectativas e anseios dos alunos e realizar o feedback, ajustando ou direcionando o projeto. Favorece também mensurar o progresso coletivo e individual, bem como as intervenções necessárias.

9 – Apresentações: As apresentações se constituem um aspecto comum a todos os projetos. Trata-se de um momento público e de exposição de resultados. Os cuidados com a apresentação devem ser sempre um motivo para desenvolver competências posturais, éticas, falar em público, defender ideais, etc. e outras habilidades acadêmicas importantes para a formação educacional.

10 – Avaliação final: Como o projeto é um incremento passível de acompanhamento sistemático ao longo de sua trajetória, as avaliações finais tendem a ser mais tranquilas tendo em vista, o próprio processo e a rubrica previamente elaborada. Espera-se que, ao final da entrega, os Professores já tenham elementos suficientes para emitir a nota representante da avaliação do projeto.

Tem outras contribuições? Interessa acrescentar outros itens?

Encaminhe para que possamos compartilhar.

 

Postado por Michel Assali

 

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Professor sem estresse!

Olá, gente…Sem estresse

 

Do que tenho lido e ouvido sobre o trabalho, chama a atenção frases interessantes das quais destaco esta: “Se você ama o que faz jamais se sentirá estressado.”

 

Particularmente eu não concordo com esta frase, pois penso que mesmo amando a nossa atividade, temos momentos em que o estresse pode ocorrer, seja pela rotina, volume do trabalho ou chefe chato.

 

Sabemos que a jornada de todo o professor é intensa. Começa em casa, passa por uma, duas e até três unidades ou instituições escolares e termina em casa. Planejamento, seleção de conteúdos, organização do trabalho pedagógico, gestão da sala de aula, avaliação, feedback, etc. são atividades que ocorrem dentro e fora da sala e da escola o tempo todo.

 

Toda essa rotina gera por vezes preocupações e consequentemente, estresse, o que pode colocar em risco o nosso amor pela educação e pela profissão se não aprendermos a gerir nossa atividade educacional.

 

Para alertar e controlar parte disso coletei algumas dicas e sugestões visando minimizar os malefícios do estresse e garantir a manutenção da alegria no trabalho docente.

 

Vejamos:

 

1 – Sempre que possível desligar-se de toda a tecnologia que relaciona escola com nossa casa.

Apesar de soar esquisito, é preciso que se separem as comunicações. O que é do trabalho, somente trabalho. O que particular ou dos contatos sociais, somente em contas para essa finalidade.

Isso evita de ficar recebendo notificações de e-mail de trabalho no telefone de uso particular e vice-versa. Assim, notificações de trabalho ficam somente nas comunicações de trabalho.

Lembre-se: e-mail recebido fora do horário de trabalho ou nas férias implica em trabalho extra.

 

 2 – Alivie peso morto. Diminua as sacolas!

É muito comum ver professores transportando sacolas, grandes pastas ou até malas. Sabemos que ali dentro tem de tudo. Provas, trabalhos, lanches e garrafinhas de água.

Sabemos que é muito difícil se desvencilhar de tudo isso. Porém, é preciso pensar melhor e verificar o tudo aquilo que pode ou deve ficar na escola.

 

Abra o porta-malas de um carro de professor e encontrarás uma verdadeira papelaria ou a continuidade do armário escolar. Fora o que ficou em casa em muitas vezes.

É preciso colocar alguns limites e encontrar um equilíbrio para isso, seja em tempo ou em espaço.

 

3 – Tente não viver na(s) escola(s).

Separe casa e escola. Existem casos de professores que somente falta “dormir” na escola. Vá com calma com isso.

O trabalho do professor não termina na escola e a aposentadoria estará cada vez mais longe. Sempre que possível, faça tudo para aproveitar o final de semana consigo mesmo ou com a família.

Muitas ideias novas surgem nos momentos de lazer, já dizia o autor italiano Domenico De Masi, no seu texto “O ócio criativo”.

 

4 – Aceite que não somos perfeitos, nem as coisas o são.

Planejamos a aula, estudamos conteúdos, separamos materiais, etc., achando que a próxima aula será o sucesso. Porém, nem sempre as coisas transcorrem como queremos. São tantas as variáveis na educação que contribuem para o sucesso ou decepção de certos dias de trabalho.

 

Logicamente que, quanto mais preparados, melhor será a qualidade da aula. Isso porém, não elimina a possibilidade do improviso ou ainda de aceitar determinadas decepções e transformá-las e novos pensamentos e ações de sucesso.

 

Quando você deixar de ir tentando ser um “mestre perfeito” pode desfrutar de si mesmo e de seus alunos muito mais!

 

5 – Tenha sempre um plano para o tempo de planejar

Parece estranho, não é? Sei que é difícil. Mas, é preciso pensar e organizar um tempo para planejar o próprio planejamento do trabalho. Parece uma grande bobagem, mais isso ajuda muito a evitar o estresse no trabalho docente.

Sabemos que temos calendário apertado, com conteúdos e provas e se você não se organizar será atropelado por uma porção de pequenas coisas que o deixarão irritado e estressado.

 

O plano de um planejamento é simples e contribui para que não nos afoguemos na burocracia que nos é exigida, por vezes mais do que a própria pedagogia.

 

6 – Dormir bem, sempre que possível.

Sei bem que não é tão fácil. Professor acorda cedo ou dorme tarde. Ou ainda, as duas coisas. Por um grande período da minha vida profissional de professor, acordava às 05h30 e ia dormir às 24h. Trabalhava em todos os períodos.

Reconheço que poucas horas de sonos não favorecem um trabalho voltado a não ter estresse.

Porém, é preciso reconhecer que todo o profissional precisa desenvolver atitudes para ter um sono bom e reparador. Existem técnicas para isso. Pesquise sobre o assunto e faça o possível para um sono de qualidade, pois isso alivia ou elimina o estresse.

 

7 – Aprecie seus alunos e a sala de aula!

Essa é uma dica muito interessante. Quando você se encontrar irritado no trabalho, pense no quanto você faz diferença aos seus alunos. O quanto você é importante na formação de cada um, os quais levarão em suas memórias seus ensinamentos e atitudes.

É o momento que justifica e valoriza o que fazemos e por que razões o fazemos.

É encontrando e apreciando nossos alunos que percebemos que ensinar não é apenas uma profissão. É uma maneira de ver o mundo, um jeito de ser, uma arte, uma ideia e uma concepção de vida.

E isso, não para qualquer pessoa. São para pessoas especiais. Se você está ali, na sala, não é por acaso, mas talvez seja por mérito ou por estar no lugar certo e na hora certa.

Ensinar é uma profissão maravilhosa e muito mais do que um simples emprego. É destinado a pessoas que gostam de lidar com gente e a desenvolver pessoas.

 

Essas simples dicas têm a intenção de contribuir com o trabalho docente, prevenir o estresse e vivência da alegria de ser professor.  Sei muito bem que isso não é fácil e luto o tempo todo para aprender a colocar em prática essas dicas.

Tem mais algumas dicas para aumentar nossa lista? Envie para que possamos compartilhar.

 

Postado por Michel Assali.

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Freinet e a pedagogia para o século 21

Olá, gente…education sec 21

As tendências educacionais para o século 21 apontam para um ensino centrado na relação aluno-professor onde criatividade, inovação, ousadia, cooperação, entre outras, são competências a serem desenvolvidas individual e coletivamente.

Nesse sentido, as contribuições do pedagogo francês Celestin Freinet (1896-1966) possibilitam inspirar educadores na organização e planejamento do trabalho pedagógico em sala de aula, revendo e reorientando princípios educacionais formulados por esse importante pedagogo.

Dentre os princípios que norteiam suas teorias pedagógicas, Freinet cita suas clássicas Invariantes Pedagógicas, das quais faço questão de destacar algumas delas para contribuir nas nossas reflexões sobre educação.

Leia, pense, reflita e compartilhe:

Invariantes pedagógicas de Celestin Freinet

  1. A criança é da mesma natureza que o adulto.
  2. Ser maior não significa necessariamente estar acima dos outros.
  3. O comportamento escolar de uma criança depende do seu estado fisiológico, orgânico e constitucional.
  4. A criança e o adulto não gostam de imposições autoritárias.
  5. A criança e o adulto não gostam de uma disciplina rígida, quando isto significa obedecer passivamente uma ordem externa.
  6. Ninguém gosta de fazer determinado trabalho por coerção, mesmo que, em particular, ele não o desagrade. Toda atitude imposta é paralisante.
  7. Todos gostam de escolher o seu trabalho mesmo que essa escolha não seja a mais vantajosa.
  8. Ninguém gosta de trabalhar sem objetivo, atuar como máquina, sujeitando-se a rotinas nas quais não participa.
  9. É fundamental a motivação para o trabalho.
  10. É preciso abolir a escolástica.

10- a. Todos querem ser bem-sucedidos. O fracasso inibe, destrói o ânimo e o entusiasmo.

10- b. Não é o jogo que é natural na criança, mas sim o trabalho.

  1. Não são a observação, a explicação e a demonstração – processos essenciais da escola – as únicas vias normais de aquisição de conhecimento, mas a experiência tateante, que é uma conduta natural e universal.
  2. A memória, tão preconizada pela escola, não é válida, nem preciosa, a não ser quando está integrada no tateamento experimental, onde se encontra verdadeiramente a serviço da vida.
  3. As aquisições não são obtidas pelo estudo de regras e leis, como às vezes se crê, mas sim pela experiência. Estudar primeiro regras e leis é colocar o carro na frente dos bois.
  4. A inteligência não é uma faculdade específica, que funciona como um circuito fechado, independente dos demais elementos vitais do indivíduo, como ensina a escolástica.
  5. A escola cultiva apenas uma forma abstrata de inteligência, que atua fora da realidade fica fixada na memória por meio de palavras e ideias.
  6. A criança não gosta de receber lições autoritárias.
  7. A criança não se cansa de um trabalho funcional, ou seja, que atende aos rumos de sua vida.
  8. A criança e o adulto não gostam de ser controlados e receber sanções. Isso caracteriza uma ofensa à dignidade humana, sobretudo se exercida publicamente.
  9. As notas e classificações constituem sempre um erro.
  10. Fale o menos possível.
  11. A criança não gosta de sujeitar-se a um trabalho em rebanho. Ela prefere o trabalho individual ou de equipe numa comunidade cooperativa.
  12. A ordem e a disciplina são necessárias na aula.
  13. Os castigos são sempre um erro. São humilhantes, não conduzem ao fim desejado e não passam de paliativo.
  14. A nova vida da escola supõe a cooperação escolar, isto é, a gestão da vida pelo trabalho escolar pelos que a praticam, incluindo o educador.
  15. A sobrecarga das classes constitui sempre um erro pedagógico.
  16. A concepção atual das grandes escolas conduz professores e alunos ao anonimato, o que é sempre um erro e cria barreiras.
  17. A democracia de amanhã prepara-se pela democracia na escola. Um regime autoritário na escola não seria capaz de formar cidadãos democratas.
  18. Uma das primeiras condições da renovação da escola é o respeito à criança e, por sua vez, a criança ter respeito aos seus professores; só assim é possível educar dentro da dignidade.
  19. A reação social e política, que manifesta uma reação pedagógica, é uma oposição com o qual temos que contar, sem que se possa evitá-la ou modificá-la.
  20. É preciso ter esperança otimista na vida.

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Postado por Michel Assali

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